2 de dezembro de 2009

Post-rápido

Eu queria mudar o blog. Faz um tempo, mas agora senti uma necessidade louca.

Pena que eu não tenho tempo de caçar um lay bonitinho, ou de postar com mais frequencia [sem nenhum acento, eca!]. E hoje, preciso terminar a minha mono.

INCRÍVEL como certas coisas não mudam...

Isso é apenas mais um desses posts-rápidos-toscos que eu escrevo de vez em quando [parabéns! Mai buscando a vida fast-food]. Às vezes vem uns textos na minha cabeça, sento em frente ao computador e tenho preguiça de digitar. Na verdade, eu ando com preguiça de pensar que quando sento em frente ao computador tenho N coisas importantes a fazer.

Habilidade de definir prioridades mode off. E faz tempo...

Enfim, é melhor eu começar a querer ser bacharel. Ou terei uma noite altamente surreal hoje (com direito a café, choro e sono)

23 de outubro de 2009

Identificação

O lance todo é que eu gosto dele. Não sou uma pessoa dada a violência, mas o Tarantino faz minha cabeça. Desde o roteiro do Natural Born Killers (tá que a atuação da Juliette Lewis foi demais...). Daí Pulp Fiction e Kill Bill. Dá pra acompanhar a filmografia, de leve, ele é jovem.

sangue pra todo lado. violência. fico pensando nas minhas aulas de psicopatologia...

Depois melhoro o post anterior.

22 de outubro de 2009

Resiliência

Estava de costas para ele, à janela. Observava de longe a luz acesa esquecida em sua casa, distante algumas quadras. Ele, ainda na cama, chamava-a de volta, como um diabético, que não pode ter seu doce. Mas já a saboreara outras vezes; não entendia essa sua resistência, não parecia estar cansada e isso seu vigor em lhe dar prazer revelara. Ela estava distante, pediu para acender um cigarro e ele não deixou.
Fechou os olhos então. Estava nua à janela, cabelos ao vento suave, aquele era o inicio de primavera mais interessante de sua vida, tinha certeza. Por cima de seu ombro direito podia ver seus olhos verdes iluminados pela luz de fora. Estava cansado, seu corpo repousava sobre a cama, numa tranqüilidade muito sua. Piscava lentamente para ela, com o sorriso carnudo de sua boca muito vermelha. Ela suspirou e pediu um cigarro. Estendeu-lhe a mão, ela acendeu. Daquele vulto curvilíneo ele podia ver a fumaça serpentear para fora do quarto. Ela se preocupou com o cheiro e pediu que lhe abrisse a bolsa e achasse um creme de mãos qualquer esquecido há dias. As mãos cheias de rosa tocaram-lhe as pernas e as coxas e subiram até o rosto. Fitaram-se. Nada mais importava, estavam ali, a sós, íntimos. Naquele quarto onde tantas vezes se desencontraram.
Abriu os olhos. “Preciso ir”, disse secamente e ele continuou sem entender. Ela vestiu sua blusa, ele a calça. O caminho até a porta de entrada parecia longo, inóspito e, no fim, era apenas silencioso, limite dos segredos de cada um. Foi que o verde dos seus olhos lhe apareceu como um raio fulminante, na altura da cozinha, como se representasse uma mudança de planos. Ela titubeou, claramente, e os dois compreenderam a mentira de quando ele a perguntara sobre o seu apreço. Acenou com a cabeça. O outro se tornara mero coadjuvante em sua história. Cada vez que fechasse os olhos enxergaria os seus, de ninguém mais. Essa era a sua sina.

21 de outubro de 2009

história sem fim

Não sei porque me sinto tão frágil diante de certas situações. Como se ainda tivesse 15 anos e não 22, enfrento - ou melhor, fujo de - tudo como se um monstro fosse me atacar a qualquer segundo.

Eu penso por horas porque não escrevo quase nada sobre o ballet. Trauma mode on. Ficava pensando por horas porque não mantive certas amizades. Daí eu lembro que nunca as tive de fato e que foi melhor assim. O duro é ter que apagar uma parte da minha vida por uma fragilidade muito minha e muito intensa.

Se eu tive três ou quatro amigas dentro daquele covio, foi muito. Mas estas valeram mesmo, são pra vida.

Acho uma pena que as pessoas continuem se defendendo de suas fragilidades por meio de ataques gratuitos à quem julgam mais fracos. Ou melhores, por pura inveja. No fim, fomos todas iguais em nossa competição estúpida e velada.

A diferença está agora, nosso modo de crescer e aparecer.


*Obrigada beauties, pelos parabéns e por existirem.

5 de outubro de 2009

Post rápido

Acho interessante o sentido que cada um dá para uma mesma coisa. Esse negócio de olhar um objeto por diversos prismas.

O que me faltava era dar dois passos para o lado?

23 de setembro de 2009

Santana, 2009

Segundo a minha amiga, eu estou seguindo os passos de Freud. Não, não vou virar psicanalista; duvido mesmo que isso ocorra, embora eu saiba que faria a Nat muito feliz com essa pequena revolução de conceitos e paradigmas. No way. A comparação se deu num nível quase ontológico.

Eu ri muito.

"Freud começou a sua Teoria assim, Mai, fazendo auto-análise, por meio dos seus textos". Eu amo a Tháta. Posso escrever uma teoria nova, pós-neo-behaviorista-social, é claro. Esse nome eu que dei agora, mas creio que, com o desenvolver dos conceitos, eu pense num outro melhor. Afinal, primeiro a gente faz o filho, depois dá um nome.

PS.: eu estava me analisando à luz da Teoria da Gestalt (que achei fascinante, diga-se de passagem, mas ainda não encontrei uma brecha para criticar). Essa coisa da figura-fundo, do todo e das partes, de fragmentação. Olha, tenho certeza de que tenho criatividade suficiente para inventar uma nova corrente. Só precisa ver se rola um método ou um pensamento científico. Ah, às favas! Quem precisa ser científico nesse mundo pós-moderno??? hahahaha.

20 de setembro de 2009

As mentiras que as crianças contam

Sempre fui uma criança esquisita. Considero que tinha uma boa imaginação só para não pensar que eu era uma mentirosa.
As histórias eram boas e só começaram a ser reconhecidas por volta da quinta série, com a professora de Redação elogiando. Nesses tempos eu achava que ia ser escritora. A vida é engraçada mesmo, hoje o máximo que escrevo são textos perdidos nos blogs da vida vez em quando. O fato é que antes da Glauce, a minha capacidade era canalizada para o vocal, quase nada de papéis. Isso sempre foi muio mal interpretado e, por mais estranho (ou burro) que pareça, eu só não mentia para os meus pais. Não faço a menor idéia se por medo ou qualquer outra razão. Meus pais sabiam do meu histórico criativo e nunca acreditavam no que eu falava para eles - a verdade. Talvez, conhecendo a minha cabeça doente, eu falasse a verdade simplesmente para ter razão. Mas ainda acho isso bem burro. Já que mente pra todo mundo, porque não omitir que "apertou, mas não bateu" na irmãzinha, ou dizer que "não bateu e ela é louca"? (essa última não seria totalmente mentira...)
É a tal da história do menino e o lobo. E olha que eu ouvi essa história, hein?

Mas não vou dizer que nunca me salvei por mentir. Lembro de uma vez, a professora passou uma lição sobre contos de antes de dormir. Não sei o nome que ela deu para isso, mas não era "conto de fadas"; eu não tinha idéia do que era, nem minha mãe, nem ninguém. Foi angustiante. Escrevi a história indo para a escola, no carro, totalmente fantasiosa, e quando cheguei lá a professora pediu para que lessemos. Meus amigos foram contando e eu morrendo, querendo me enfiar na cadeira. Apareceram milhões de histórias que eu conhecia. Me senti muito burra. Quando eu contei a minha, só eu sabia. Literalmente. A professora fez uma cara estranha, meus amigos também, ninguém entendeu nada. Eu disse que era uma história passada de mãe para filha, há anos. Só eu tinha que saber mesmo.

Ai, senhor.

O que me consola é que eu deixei essa criatividade toda an infância. Conto no máximo uma ou outra mentirinha social; nada demais ou muito grave. E é de vez em quando. Às vezes perco excelentes oportunidades de contar uma. Ou de ficar quieta, no mínimo.

Bom, não foi o que eu escrevi há dois posts...