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Escrever pode ajudar #2

Foi então que percebi a minha não-paralisia diante das coisas. Fazia, agia, ligava. Depois de tanto tempo desligada, desconectada da vida e dos amigos me senti, finalmente, correspondendo às minhas intenções, num movimento parecido com aquele que o Kelly demonstra em Donnie Darko. Eu via o que queria e seguia o meu desejo.


E isso me pareceu muito bom.

Mas dosar as coisas da vida jamais será fácil. Não sei se é realmente isso que eu quero, dosar-me e, pensando melhor, acho que é a falta de dose, a familiaridade com a sequencia de parábolas da vida, que me faz ser não só intensa como também eu mesma. O negócio é saber lidar com os picos... E sem bipolaridade aqui. Bom, talvez uma ciclotimia, rs.

A questão veio quando observei que estou me tornando ansiosa por uma coisa completamente abstrata. Porque é assim que funciona a minha ansiedade, no plano das idéias e da imaginação. De repente eu estava ouvindo uma música e imaginando como ia acontecer. Como íamos nos encontrar, onde, como seria o toque, a conversa. E cada vez que penso nessas coisas me sinto adolescente de novo, apesar de todo o meu esforço para crescer. 

Será que quando a gente fica apaixonado tem essa recaída de idade? Não que eu esteja apaixonada de novo, não é isso. Mas, na minha imaginação, eu bem que poderia estar o que também me causa ansiedade. O ideal seria resolver isso logo, sair do mundo das ideias, da minha cabeça, e na realidade, se dependesse só de mim já estaria feito. Mas é interessante e importante observar o tempo das pessoas.

Ainda bem que estou nesse período de "busca ativa" pela vida. Espero não perturbar ninguém pelo caminho. Afinal, se tem alguém que entende de stalkers sou eu, rs.


[Fold your hands child you walk like a peasant]

Belle.

"When I was a boy I was confounded by you
Now I'm still a boy I am indebted to you
Every song I ever wrote was written for you
Written for you

Now I'm feeling flat you seem mile away
I'm so tired that down on the pavement I'll lay
Till the blossom on the tree comes falling on me
Fall on me

From my window I can see the mountains in snow
From my window I will shut my eyes and let go
Promise me you'll always be around when I fall
And when I call

On the river bridge up on the wall, looking down
On the river bridge, to me a vision was shown
If I could hold on to things till I was full grown
Peace would I know

To my dog on wheels I'll tell my pleasures and woes
To my dog on wheels I'll tell my secrets and more
Then one day in spring I'll take him down to the road
Anything goes"

Alguém disse...

  • "Ao tomar emprestadas as palavras, seja possível emprestar também a força delas, porque na poesia podem ser sempre encontradas razões, inspirações e coragem para continuar." Ana Lucia
  • "Esse é que é o problema todo. Não se pode achar nunca um lugar quieto e gostoso, porque não existe nenhum. A gente pode achar que existe, mas, quando se chega lá e está completamente distraído, alguém entra escondido e escreve 'Foda-se' bem na cara da gente." Salinger
  • "Eu acho que se todas as pessoas fizessem alguma coisa pelos seus próprios pedaços, de repente a gente teria uma grande revolução." Elis
  • "Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência." Neruda
  • "Mesmo nossa própria dor não é tão pesada como a dor co-sentida com o outro, pelo outro, no lugar do outro, multiplicada pela imaginação, prolongada em centenas de ecos" Kundera
  • "Time is never time at all, you can never ever leave without leaving a piece of youth." Pumpkins
  • -"Porque você está vestindo esta fantasia idiota de coelho?" -"Porque você está vestindo esta fantasia idiota de humano?" Kelly