Foi então que percebi a minha não-paralisia diante das coisas. Fazia, agia, ligava. Depois de tanto tempo desligada, desconectada da vida e dos amigos me senti, finalmente, correspondendo às minhas intenções, num movimento parecido com aquele que o Kelly demonstra em Donnie Darko. Eu via o que queria e seguia o meu desejo.
E isso me pareceu muito bom.
Mas dosar as coisas da vida jamais será fácil. Não sei se é realmente isso que eu quero, dosar-me e, pensando melhor, acho que é a falta de dose, a familiaridade com a sequencia de parábolas da vida, que me faz ser não só intensa como também eu mesma. O negócio é saber lidar com os picos... E sem bipolaridade aqui. Bom, talvez uma ciclotimia, rs.
A questão veio quando observei que estou me tornando ansiosa por uma coisa completamente abstrata. Porque é assim que funciona a minha ansiedade, no plano das idéias e da imaginação. De repente eu estava ouvindo uma música e imaginando como ia acontecer. Como íamos nos encontrar, onde, como seria o toque, a conversa. E cada vez que penso nessas coisas me sinto adolescente de novo, apesar de todo o meu esforço para crescer.
Será que quando a gente fica apaixonado tem essa recaída de idade? Não que eu esteja apaixonada de novo, não é isso. Mas, na minha imaginação, eu bem que poderia estar o que também me causa ansiedade. O ideal seria resolver isso logo, sair do mundo das ideias, da minha cabeça, e na realidade, se dependesse só de mim já estaria feito. Mas é interessante e importante observar o tempo das pessoas.
Ainda bem que estou nesse período de "busca ativa" pela vida. Espero não perturbar ninguém pelo caminho. Afinal, se tem alguém que entende de stalkers sou eu, rs.
[Fold your hands child you walk like a peasant]