É muito triste pensar em quantas pessoas queridas a gente perde ao longo da vida por pura estupidez. Pela nossa, alheia ou ainda pela união das duas.
É difícil conter as lágrimas por enquanto. Eu só percebo quando uma ferida fecha quando a memória toca e não arde mais. No momento parece que a ferida é a mesma de antes, como aquela que eu tenho no pé quando volto a dançar. A pelezinha que sai do peito do meu pé direito toda vez que ajoelho depois de um salto. No entanto, eu sempre volto. Com band-aid, esparadrapo, micropore, eu sempre volto a dançar e fazer essa movimentação faz parte.
A pelezinha do coração que sai já saiu antes pelo mesmo motivo. E por mais que arda muito agora, eu não posso e muito menos quero parar de viver. E o mais importante é querer, assim como eu não quero devolver nada agora. Teve uma hora que ir embora de São Carlos parou de doer. E a memória passeia bastante pelo coração desta desterrada sem machucar. Mas foi necessária uma adaptação ao novo ambiente. Não que eu me sinta completa ou completamente feliz, pois a cada dia penso em me colocar numa posição diferente até achar o meu lugar.
E assim será, dessa vez e da próxima. Porque é isso que parece me incomodar mais, meu coração, assim como o peito do meu pé, cicatriza, mas sempre terá esse lugar onde a pele é mais frágil.
Escrever pode ajudar
Post rápido
Quando você é criança e sente muita dor, procura a mãe, o pai, a professora... E o beijinho do outro faz sarar.
Sobre o que toca enquanto tento me esquecer
A música preenchia meu espírito e arrancava minhas lágrimas violentamente, como se representasse algo que eu poderia ter vivido e não vivi. Sua grandeza melodiosa me enlevava e incomodava, sentimento ambíguo muito comum na situação que eu vivia. Quando a gente perde não sabe se está vazio do outro ou cheio de tristezas próprias. Prefiro o que seja meu. E se o fim é triste, que seja intenso como foi o início.
Acridotheres tristis
Tem tanta coisa acontecendo que pra escrever dá preguiça.
Escrever no geral, o que inclui minha monografia.
Mas desistir não é a saída.
Dá uma tristezinha de vez em quando, de ver o que se deixou pra trás. O louco é quando eu sei que não havia outra opção. E eu super queria estar falando de relacionamentos com mocinhos. Reclamar não é uma opção; quantas vezes deixaram coisas pra tras por minha causa sem dizer um "a"? Isso deve significar amor. Isso deve significar crescer...
A vida prega cada peça... Acho que é pra geral parar de viver na Bolha Malhação.
Marcadores: deixar o passado , monografia , tristeza
Nikiya
Poucas coisas me fizeram feliz como ouvir a Má dizer que eu lhe fiz chorar. Ela, que conhece a minha história, quem eu vejo como exemplo.
Ainda bem que ela estava lá. Por mais que seja professora da escola e tenha sentado para assistir todas as suas alunas, penso que ela foi me ver. Quis dar esse toque egoísta aos meus pensamentos porque ao sair do teatro percebi que não há nenhuma glória em estar sozinho. O que trás mais conflito é a minha vontade de virar um caramujo, só comer plantas e parar de viver em sociedade. E isso volta sempre que olho ao redor e percebo as coisas tontas que eu escuto, vejo e que me fazem. O lance, eu acho, é que busco um reconhecimento qualquer que não vem ou que demora tanto a vir que sua espera se torna algo inconcebível. Cada vez entendo menos essa minha confusa condição; não sem algum grau de aborrecimento e tristeza.
Sad but true.