Passei umas 5 horas do meu dia tentando escrever poesia. 3 poesias diferentes e nenhuma saiu.Vou pegar o versinho menos pior e jogar aqui,
só pra me lembrar, posteriormente,
do dia que tentava de livrar
de coisas da minha mente
tarefa infeliz
Tem dias que a gente sabe que tem alguma coisa pra botar pra fora
mas a coisa teima em não sair
Fica truncada, trancada por hora
sem nem sequer se dividir
Vish, situação. Segue o que eu andei rascunhando, tudo rima pobre. Meu, nem minha poesia anda rica.
Não sei viver a tristeza
Tampouco a melancolia
quando me arraiga a beleza
ao fim deste longo dia
Não sei o que sinto à noite
Que toca minha'alma vazia
Parece o destino, uma foice,
No rosto uma lâmina fria
Não sei se é o sentido que falta
Que descobre o rosto na estrada
Ou o silêncio que teima e que volta
Deixando-me plena na madrugada
Pensando em [pã!]
tentativas
Marcadores: falta de dinheiro , poesia , sentir
Metrô - parte II
[...] Um pouco antes da estação final levantei-me e peguei minhas coisas. Não apenas peguei-as; fiz certo malabarismo para (a) apanhar a mochila, (b) passar uma das alças pelo braço, (c) pegar a bolsa pelo mesmo lado, (d) passar a alça da mochila pelo outro braço e (e) trocar a bolsa de lado - detesto carregá-la sobre o ombro esquerdo. Sempre atribuí essa frescura à escoliose, que causou um leve rebaixamento em meu ombro direito. Um riso escandaloso no trem vazio quebrou minha sequência de pensamentos sobre bolsas, mochilas e escolioses. Voltei-me a mulher gorda listrada de preto e branco, que agora cochichava ao marido tão discretamente quanto ria: "você viu aquilo?". O sangue subiu à cabeça. Odiei a mulher, encarando-a. Qual era o seu problema, eu era engraçada? Era divertido ver-me lidar com bolsas pesadas, em movimento? É, provavelmente era sim e isso oxigenou meu rancor. Voltou a rir e eu a encará-la. Enquanto pude observar, não dirigiu-me o olhar por um só segundo, embora eu estivesse louca para que isso acontecesse.
Desci do metrô odiando todas aquelas pessoas, formigas que surgiam do nada. Odiei voltar pra casa naquela situação [falta de dinheiro], odiei a roleta que me separava do passo adiante e pensei em dar meia volta, ir embora de novo. Percebi naquele momento o quanto queria ficar sozinha, sem memórias, sem ter que visitar ninguém, no passado ou no futuro.
A roda reluzente do ônibus me pareceu lânguida e triste, como se emanasse um brilho que não era seu. Ainda assim, suportava o peso devido, nascera para essa função, mesmo sem tê-la escolhido. Entrei e me sentia enjoada e enojada de mim mesma, de certa forma. Não nutria sentimentos ruins, até bem pouco tempo atrás, quando me descobri humana e passível de erros; a todo o momento faço coisas que não creio certas. Acho que congelei muito, por tempo considerável, o que sentia; mas aflorou por esses dias, enfim. Parecia cansada e com dor. Fragilidade mesmo, pura frescura. Dormi, pura preguiça.
[A parte I não foi publicada. Ficará apenas em minha agenda]
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Pensamentos soltos
Há uns dias, dois ou três, venho pensando no que postar. Tenho 3 posts na cabeça. Estava voltando pra casa quando pensei: meu, muito ruim postar duas vezes no dia, me sinto muito desocupada.
E aí eu cheguei aqui pra escrever e já estava com outro humor. O "disk-banco" e a minha corrente falta de dinheiro contribuiram completamente pra essa instabilidade. Além disso, o tanto de trabalho que dá a vida hoje em dia.
E aí eu reclamo. E venho jogar paciência. E se mais alguém me disser que a minha auto-crítica é muito grande eu vou pirar. E a resposta é a minha tarefa de casa pra terapia: por que?
rs. Mas eu estou ouvindo Tonight, tonight e daqui a pouco começa a novela. A gente tem que aprender a se contentar com pouco nessa vida. Se não a frustração estoura.
Me explodindo junto.
Acho que vou fazer um blog pra postar a minha idéia de livro. Como a Raquel, personagem principal de A bolsa amarela (livro infantil da minha mesa de cabeceira, que eu finalmente, depois de 10 anos, estou lendo), a minha vontade de escrever cresce, cresce. A gente pode viver tudo em nossos escritos, ser quem quiser. É uma forma de fugir dessa realidade mala que me envolve. À mim e a todos nós.
Acabou a música, hora de me retirar.
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