Foi então que percebi a minha não-paralisia diante das coisas. Fazia, agia, ligava. Depois de tanto tempo desligada, desconectada da vida e dos amigos me senti, finalmente, correspondendo às minhas intenções, num movimento parecido com aquele que o Kelly demonstra em Donnie Darko. Eu via o que queria e seguia o meu desejo.
Escrever pode ajudar #2
tentativas
Passei umas 5 horas do meu dia tentando escrever poesia. 3 poesias diferentes e nenhuma saiu.Vou pegar o versinho menos pior e jogar aqui,
só pra me lembrar, posteriormente,
do dia que tentava de livrar
de coisas da minha mente
tarefa infeliz
Tem dias que a gente sabe que tem alguma coisa pra botar pra fora
mas a coisa teima em não sair
Fica truncada, trancada por hora
sem nem sequer se dividir
Vish, situação. Segue o que eu andei rascunhando, tudo rima pobre. Meu, nem minha poesia anda rica.
Não sei viver a tristeza
Tampouco a melancolia
quando me arraiga a beleza
ao fim deste longo dia
Não sei o que sinto à noite
Que toca minha'alma vazia
Parece o destino, uma foice,
No rosto uma lâmina fria
Não sei se é o sentido que falta
Que descobre o rosto na estrada
Ou o silêncio que teima e que volta
Deixando-me plena na madrugada
Pensando em [pã!]
Marcadores: falta de dinheiro , poesia , sentir
Inquietações
Escrevi esperando o ônibus pra voltar pra Sampa, na segunda-feira de calor que foi dia 10.
Marcadores: escrever , olhar , pensamentos , psicologia , reflexões , sentir , teoria , vida
Post 2 do dia
Completamente contra meus princípios de não publicar mais de uma vez no dia. Mas... queria registrar uma coisa aqui. E agora, no calor da emoção. Hahahaha.
Eu sempre me achei muito aleatória, basta ver a quantidade de textos publicados com esse label. Faz um tempo venho pensando nisso e me sinto cada vez menos aleatória. Isso porque eu estou vendo sentido nas minhas atitudes, nos meus sentimentos... E não tem nada, absolutamente nada aleatório nesse momento. Eu posso ser até surpreendente, fazer coisas fora dos padrões aceitáveis de normalidade (e de normatização!), mas sou bastante lógica. Ou pelo menos estou me sentindo assim.
Abri o label "aleatórios" do meu blog e, o primeiro texto que apareceu foi uma gracinha de poema. Tá, gracinha não, meio triste, enfim, qualquer coisa menos aleatório! Um outro falando, ainda que bem obscuramente, da dúvida sobre investir sentimentos em alguém que eu já conhecia; parte da minha história! Fiquei um pouco irritada com essa minha rigidez em achar que tudo é aleatório, especialmente o meu ser.
Acho que isso aparece quando a gente não sabe dizer o que sente direito e diz qualquer coisa. Aleatório. Essa folha eu não quero mais.
Marcadores: pensamentos , reflexões , sentir , sinister , sobre o aleatório
Bachiana Brasileira nº 5
São dez horas e trinta minutos. Eu me sinto triste por ouvir Villa, eu me sinto intensa por dissertar sobre trabalho cooperativo, eu me sinto estranha pelo incenso de novo odor aceso no quarto.
Eu me sinto pressionada pelas coisas a fazer, e me sinto louca por sentir ter que escrever. Eu sinto falta das coisas lindas, eu sinto falta do violino vibrando sobre mim, a música nas entranhas.
Eu sinto a luz do palco me fazer viva e me sinto bem interpretando alguém que nunca fala; o corpo sempre diz. Eu sinto um desejo insano de abandonar tudo e sinto o Noturno me fazer ficar.
Sinto vontade de fazer bem as pessoas; às vezes eu sinto raiva e sinto muito por isso.
Tudo o que faço é sentir. E sentir também é sentir saudade.