Amanheci extremamente neurótica hoje. Totalmente paranóica. Estou com medo mas, quem se importa mesmo? ah tá...
Autobiodigestor - 28-7
Ponho-me em frente ao espelho e o que vejo?
Esse é aquele que eu procuro
Ou sou eu disfarçado em mim mesmo?
As luzes da cidade lá embaixo iluminam a corrente de gente
Que a gente segue sem estar preso a correntes...
E é essa fluência que me faz perguntar
“O que me passa, Deus, o que me passa?”
Volto a beber meu chá quente.
É isso o que realmente importa, saber as respostas?
Entender o que me é pertinente?
Ou ser um descrente de tantas bobagens letradas e descuidadas,
Espalhadas por um ângulo qualquer de burrice?
Parto então cada palavra à sombra de uma falsa identidade
De um falso alfabetismo, que eu sequer preciso.
Parto de uma falsa verdade, esquecendo-me que ela não existe.
(agora é só um buraco no ventre)
Foi-se. E me intimida dizer que já não sei se ainda há o que fazer.
Dos de Agosto - 2-8
Lembro, tua voz ecoando
Sussurros, palavras que não entendi
Teu instrumento, teu canto
Ouvi, confesso que sem atenção
Perdi-me ao te ver, em teu olhos
Em tua boca macia.
Desejo sem sentido preexistente
Mas coerente a teu sorriso.
E com pesar e um quê de culpa
Hoje acordei assustada por lembrar de ti
Sonhei contigo, me roubastes um beijo
Em devaneio, não reagi.
Não reajo então.
Só, sinto tua falta
Mas quem precisa saber?
Prefiro manter-me distante
Neurose
por
mainina
quinta-feira, agosto 02, 2007
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