Arrumando minhas coisas achei uma pasta cheia de textos que escrevi (acho que) dos 14 aos 18 anos. Bi-zar-ro. Eu costumava chamar essa pasta de "minha vida" e as únicas que passaram o olho por todo o seu conteúdo fomos eu e a Maíra. Foi nessa época que a gente inventou de fazer um filme.
Enfim, o lance é que no fundo da pasta resistiram uns pedaços de um projeto de livro que eu estava tentando desenvolver. Escrito bem porcamente, diálogos imaturos e tal. Era a história de Bruno, um adolescente revoltado que não fazia muito mais que azucrinar a vida do irmão mais velho. O cara tinha uma amiga, a Camila, que era esquizofrênica porque o autor do livro falava umas verdades na cabeça dela (!). Era obsecado por Ana, uma vaca que só tinha virado vaca por não acreditar mais em nada após o suicídio da irmã que adorava (?!) e pegava a Sara, que era a ex do seu irmão.
Cada coisa que a gente pensa, num tá no gibi. O bizarro é que eu consigo traçar paralelos muito próximos com algumas das pessoas com quem convivi aos 15/16/17. A gente escreve mesmo sobre o que está passando, por mais que tente disfarçar ou florear. Lembro de gostar tanto desse Bruno que comecei a detestá-lo por não gostar de mim. Ele nem era tão revoltado assim, na verdade só me aborreci com ele porque nossa amizade tinha acabado e eu precisava de um bode expiatório. Ou não, né?
Eu devia mesmo era ter gritado com ele, batido, ou sei lá. Que eu fiz? Fui escrever... Adorava escrever sobre as pessoas com quem me irritava. Criava uns personagens bem bobinhos pra eles e uma persona maravilhosa que me representava; nas minhas tramas imaginárias, eu tinha idéias revolucionárias e uma fala brilhante que acabava com os outros. Bem, há controvérsias.
O caso é que eu só ficava imaginando, à la Doug Funny, essas estórias, até começar a escrever sobre o Bruno - que se chamava Danilo. Se eu um dia melhorar o texto, terminar o livro, publicá-lo e ganhar muito dinheiro, posso agradecê-lo publicamente.
Cada coisa que a gente pensa, num tá no gibi. O bizarro é que eu consigo traçar paralelos muito próximos com algumas das pessoas com quem convivi aos 15/16/17. A gente escreve mesmo sobre o que está passando, por mais que tente disfarçar ou florear. Lembro de gostar tanto desse Bruno que comecei a detestá-lo por não gostar de mim. Ele nem era tão revoltado assim, na verdade só me aborreci com ele porque nossa amizade tinha acabado e eu precisava de um bode expiatório. Ou não, né?
Eu devia mesmo era ter gritado com ele, batido, ou sei lá. Que eu fiz? Fui escrever... Adorava escrever sobre as pessoas com quem me irritava. Criava uns personagens bem bobinhos pra eles e uma persona maravilhosa que me representava; nas minhas tramas imaginárias, eu tinha idéias revolucionárias e uma fala brilhante que acabava com os outros. Bem, há controvérsias.
O caso é que eu só ficava imaginando, à la Doug Funny, essas estórias, até começar a escrever sobre o Bruno - que se chamava Danilo. Se eu um dia melhorar o texto, terminar o livro, publicá-lo e ganhar muito dinheiro, posso agradecê-lo publicamente.

2 comentários:
tim-tim
um brinde à Mainá
que assume suas pequenas loucuras
e gosta de viver perigosamente. saudades.
Você é engraçada, Mainá.
E eu gostei destes posts que trazem de volta algumas histórias do passado.
É bom ficar sem se importar muito com o que escreve, com quem vai ler. ^^
um abraço apertado, nega.
espero vê-la em breve.
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