Como a vida é uma caixinha de lembranças, resolvi relatar mais uma do passado negro que guardo na bolsa amarela.
A Fê era uma das pessoas que eu mais me importava naquele momento da minha vida. Era a mais parceira, uma versão minha extra-corporea.
Estava passando por uns maus bocados com um menino que não gostava dela. Sua auto-estima não colaborava e pensei que devia ajudá-la a superar; nada melhor do que um cara pagando pra você (eu ainda não tinha outra teoria). Parte brilhante do plano: inventar um amigo invisível que goste dela. E que seja lindo. E que toque violão e tenha olhos claros. E que diga em mídias aleatórias o quanto ela é linda.
Claro que eu não pensei que ela fosse querer conhecê-lo.
Poderia-se dizer que eu queria sacaneá-la, mas isso é mentira, estava mesmo disposta a ajudar. Mas o pior foi seguir com a história com medo de desmentir.
Esse deve ter sido um dos primeiros esqueminhas malhação da minha vida. Pior que essa, só a Tainá.
PS.: Vale lembrar que a Fê (Fer, atualmente) ainda é uma das pessoas que eu mais me importo e que, por ser parecida comigo, me perdoou depois de um ou dois dias de revolta.
Mais um fato do passado
por
mainina
quarta-feira, agosto 05, 2009
Marcadores: amizade , bolsa amarela , histórias , mentiras , passado

2 comentários:
Morro de rir com você.
Sua memória é mto foda.
huauahuhauh
Meu, lembro de construirmos o Litho juntas, sim. e o violão foi uma exigência.
ahuahuhuahau
The guitar is very, very important!
Sua linda. Também me identifico deveras contigo. Sempre me identifiquei, abstraindo meu sedentarismo, rs.
Te amo.
Gente, vcs duas são loucas, ahuahauhauahua
^^
Moram no meu S2!
Beijos...
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